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| Crédito: Cottonbro Studio (PEXELS) |
O frio da solidão embala a noite...
Em que nuvens ocultaram-se meus sonhos?
Meus olhos avistam apenas um céu nublado,
A mente percorre o deserto atrás de respostas,
Mas encontra tão somente desilusões...
Os ideais, por anos, julgados verdadeiros,
Revelaram-se as mais perfeitas utopias.
A boca ainda conserva o gosto de fel
Das farsas com promessa de esperança.
Comprei minhas próprias ilusões,
Gastei todo o meu precioso tempo
No garimpo de ouro de tolo:
O estranho prazer de enganar-se...
Um sofrer consciente em sua plenitude...
Uma prisão invisível...
Uma tortura constante...
Sentença perpétua...
Até a morte!

"O estranho prazer de enganar-se" ... , mas às vezes precisamos de um pouco de ilusões , sonhar que virá uma gota de ternura...para nos livrar da morte...
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