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| Crédito: Baraa Obied (PEXELS) |
Escalo dia a
dia a montanha dos meus pecados
Minha subida
adquire a cor da eternidade...
Na mente a
possibilidade de não chegar ao topo.
O coração
recorda, saudoso, os dias de sol
Cujo brilho
ofuscava os olhos
E o calor
aquecia todo o corpo.
À frente e
acima, nada além de um céu nebuloso
Chega o dia
em que se tem de seguir só
Não adianta
gritar, pois não há ouvidos
Nenhum
auxílio com o qual se possa contar.
Algumas
pedras rolam em minha direção
Não passam
de mais um obstáculo.
Pois na subida não há passagem livre.
