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| Crédito: Mustafa Govde |
Há
tempos que o sorriso desapareceu de meu rosto,
Os
bons momentos fugiram-me à lembrança,
A
esperança, não mais que um surto de febre,
Rouba-me
preciosas noites de sono
E
em seguida, parte, deixando-me em paz...
De
uns tempos para cá, recuso-me a fazer previsões,
Perdi
o costume de abrir a janela pela manhã
À
espera de um dia de sol radiante.
Controlo
aquela ansiedade que dominava o peito
E
alguns tomam por saudades...
Ao
deitar-me, penso no dia que tive.
Vislumbrar
o amanhã é para os sonhadores
Enquanto
os realistas como eu
Agem
e reagem ao instante presente.

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