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| Crédito: Tina P. (PEXELS) |
Todas as manhãs olho para o espelho:
Tudo o que vejo é um estranho
Alguém que talvez tenha conhecido há algum tempo...
Agora, não tenho a mínima ideia de quem se trata.
Conservamo-nos frente a frente, calados,
O silêncio, nosso comum porta-voz,
Afinal, nada de útil temos a falar!
Há muito perdemos completamente o contato
Separados pelo abismo entre a realidade e a fantasia
Habitamos mundos totalmente diferentes...
Ele desistiu de dar-me seus preciosos conselhos;
Eu, como de costume, dou-lhe as costas
Com o desejo de jamais o encontrar
Apagando, do meu peito, de uma vez por todas,
As amargas lembranças do homem que nunca fui.