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| Foto fornecida pelo autor |
Hoje o blog Cosmo Literário tem o orgulho e grande satisfação de
entrevistar o grande divulgador da poesia popular brasileira, coordenador do
grupo Desafios Poéticos, Cléber Duarte. Mas antes, de começarmos nossa
conversa, vamos saber um pouco de sua história:
CLEBER DUARTE é um poeta potiguar nascido em
Umarizal-RN, usa o pseudônimo de "Chico Furtado" nas redes sociais.
Mora no Centro-Oeste brasileiro há quase 30 anos. Administrador de empresas por
formação. Começou a fazer versos já no alto dos seus 37 anos, exatamente em
2018, mesmo ano do nascimento do seu primogênito: Vinícius. Oito anos
depois, em abril de 2026, nasceram os gêmeos Victor e Levi, diz ele, com
todas as palavras, que renasceu poeta após o nascimento do seu primeiro filho.
Casado desde 2012 com Rosy, filho de Ivete Duarte e João Furtado Sobrinho,
irmão de Cleuma e Kleiton.
Escreve diversas modalidades de poesias, define-se como um ser muito curioso e,
por essa razão, busca aprender tudo o que for possível sobre o fazer poético. É,
atualmente, coordenador do importante Projeto Cultural: Desafios Poéticos.
Seja bem-vindo, poeta Cléber Duarte, ao nosso espaço de entrevistas do
blog Cosmo Literário.
Olá, meu Poeta Márcio Fabiano, muito obrigado
pelo convite. É uma honra bater esse bate-papo poético contigo, aproveito para
saudar a todos que estão tendo acesso a essa conversa. Esperamos que seja
produtiva e instrutiva.
Cleber, para começarmos essa nossa conversa,
como foi que a poesia entrou na sua vida? Foi um estalo na infância ou algo que
desabrochou mais tarde? Conte-nos como se deu esse contato entre vocês.
Então, poeta. Acredito que a poesia já nasceu
comigo, mas estava adormecida, e ela despertou com o nascimento do meu primeiro
filho, Vinícius, há 8 anos e alguns meses. A emoção de ser pai foi tão grande,
que busquei uma forma de me expressar e a poesia se apresentou como esse
instrumento e desde então, escrevo... E nesse ano, Deus nos presenteou com mais
duas inspirações: Victor e Levi, portanto, motivos para escrever não faltam!
Sabemos que todo escritor começou como
leitor. No seu caso, quais são as suas maiores referências literárias? Quem são
os escritores que moldaram o seu estilo de escrita?
Sempre gostei muito de ler, mas não tinha o
hábito de ler poesia, era mais contos, prosas, romances... Mas desde que me
descobri poeta, sou um leitor assíduo de poesia, especialmente os gêneros de
estrutura fixa, ou seja, rimada e metrificada, sou visitante assíduo de sebos,
um caçador de raridades. Gosto muito dos poetas antigos, mas bebo muito na
fonte dos contemporâneos também, dentre os mais antigos, aprecio: Patativa do
Assaré, Fernando Pessoa, Ronaldo Cunha Lima, Cancão, Rogaciano Leite, Cecília
Meirelles... Já dentre os contemporâneos, Dedé Monteiro, Antonio Francisco, Luiz Gonzaga Maia e
todos os poetas do Desafios Poéticos... Aprecio e aprendo, diariamente.
Ao visitar suas redes sociais, acabei descobrindo, no Instagram, que
você adota o pseudônimo de Chico Furtado. De onde veio essa ideia e qual a
razão de adotar um pseudônimo? Por que a escolha por esse nome?
Chico Furtado é meu nome também, me chamo:
Francisco Cleber Duarte Furtado. Há quem ainda não saiba que se tratam da mesma
pessoa, quando decidi criar um perfil no Instagram, pensei que não o faria com
o meu nome mais conhecido, pois queria dedicá-lo somente a poesia e ele é assim
até hoje, então tive a ideia de criar com o Chico Furtado.
Cleber, hoje você está à frente de um grupo denominado Desafios
Poéticos. Poderia nos contar um pouco da história do grupo? Como foi que ele nasceu?
Quando você começou a participar? Como que objetivos esse grupo foi criado?
O Desafios Poéticos, foi fundado e idealizado pelo poeta paraibano, Antônio
Medeiros (Medeirão), juntamente com o seu primo, poeta José Medeiros e o poeta
Bernardino Bezerra (os dois últimos in memoriam), teve o seu marco inicial, no
dia 13 de dezembro de 2020, com o objetivo principal e o intuito de praticarem
e aprimorarem o fazer poético, através de motes a serem glosados e estrofes
analisadas e classificadas, com a dinâmica de um concurso poético diário.
Inicialmente com pouco mais de uma dezena de membros, hoje temos 70
componentes. Esse nome: Desafios Poéticos, fora sugerido pelo poeta Bernardino
Bezerra e aceito pelos demais pares, por se tratar exatamente de um desafio
diário de poesia de bancada, onde a prática e a troca de experiências moldaram
e até hoje contribuem para a evolução da escrita de todos os membros. Em 18 de
maio de 2021, fui convidado pelo Poeta Luiz Gonzaga Maia e de pronto aceitei o
convite quando ele me disse como era a dinâmica.
O projeto alcançou marcos incríveis de audiência e episódios
distribuídos. Você poderia nos falar um pouco sobre o número de episódios
já lançados, plataformas em que eles se encontram, além de números de países e
ouvintes alcançados com esses episódios?
Ainda no mês de maio de 2021, começamos a
publicar os trabalhos declamados nos canais de streamings, inicialmente pelo
Spotify e hoje podem ser apreciados por diversas plataformas, dentre elas o
Youtube, Amazon Music, Apple Podcast, Deezer dentre outros, por entender que
tão belas poesias deveriam ganhar asas e atingir corações no mundo inteiro. Em
decorrência, desse trabalho diário, de criação e divulgação dos episódios, estamos
prestes a completar as 2100 edições. O nosso programa possui audiência em mais
de 110 países, divididos em 5 continentes.
Tendo em vista esse alcance extraordinário por tantos países que, em sua
maioria, não falam o nosso idioma, como você entende que outras nações e outras
línguas apreciem a nossa poesia em Língua portuguesa?
Acredito que esse apreço, essa busca pela
nossa poesia, se dê por brasileiros que moram fora ou por pessoas que falam a
nossa língua, mas não se restringe somente a isso, hoje não há idioma que não se
possa traduzir, a palavra é universal, da mesma maneira que pesquiso poesias
fora daqui, o contrário também é verdadeiro. E o Desafios Poéticos hoje possui
o maior acervo em minutagem de poesia de estrutura fixa declamada, serve de
base para quem busca estudar a poesia. Hoje existem tradutores simultâneos nas
principais plataformas de áudio e vídeo.
Para
que os nossos leitores possam compreender melhor, como funciona a dinâmica do
grupo hoje? Qualquer pessoa pode participar dos desafios ou interagir com
vocês? Existe algum tipo de critério para selecionar quem participa do grupo?
A dinâmica do Desafios Poéticos funciona da
seguinte maneira: diariamente alguém se disponibiliza de maneira voluntária a
colocar um mote a ser glosado, normalmente é postado às 15h e todos os demais
poetas tem 24 horas para enviar os seus trabalhos escritos e declamados para o
autor do mote, para serem analisados por ele, que por volta das 16h do dia
seguinte traz o resultado, contendo 50% dos classificados e 50% dos
desclassificados que chamamos de “Menção Honrosa”. Temos duas modalidades de
julgamento: a modalidade às claras e a modalidade às cegas. A diferença é
simples, na primeira o autor no mote recebe diretamente do concorrente o seu
trabalho, consequentemente julga sabendo de quem é a estrofe. Já na análise às
cegas, o julgador recebe as estrofes sem o nome do participante, filtrado e
organizado antes por um colaborador escolhido por ele. Além desse trabalho de
análise e a concorrência diária, usamos as estrofes declamadas para criar
diariamente um episódio no Spotify, Youtube e demais outros canais de streaming.
Portanto, toda a atividade acompanha um episódio que fica salvo para a
posteridade, todos os participantes da atividade entram no episódio,
independente de classificação. Quanto à participação, qualquer poeta pode participar, mas temos alguns critérios,
como por exemplo, o limite de participantes, hoje o grupo comporta apenas 70
componentes, mas temos lista de espera e uma vez que o poeta convidado esteja
participando das atividades mesmo fora do grupo, o que chamamos de convidado,
logo que surgir uma vaga, ele tem a oportunidade de entrar. Se alguém que está
lendo, tiver o interesse, deixe uma mensagem em nossas redes sociais e
retornamos.
O carro chefe do seu grupo é a poesia popular, inclusive partiu dela a
origem do grupo. Como vocês conseguem manter a essência dessa modalidade de poesia
(cordel e repente) viva em um ambiente totalmente digital? Parece ser um grande
desafio.
De fato, a essência hoje do nosso coletivo é
a poesia popular, acredito que 98% dos nossos escritos até aqui, passeiam por
ela. Mas como o próprio nome do grupo diz, não fugimos dos desafios e vez por
outra escrevemos modalidades mais eruditas. Esse importante coletivo poético,
que começou escrevendo décimas em 7 ou 10 sílabas, hoje passeia pelos diversos
gêneros da poesia de estrutura fixa, da sextilha ao galope, da trova ao soneto.
Usamos
a rede mundial para espalhar esses versos pelo mundo, é bem verdade que a
audiência ainda é baixa, mas não buscamos números vazios, apenas para compor
estatísticas, esperamos que aquele que tiver acesso aos nossos trabalhos,
possam apreciar da melhor maneira possível.
Sabendo
que no grupo existem participantes de todas as regiões do Brasil, de quase
todos os estados, gostaria de saber se, além dessa dinâmica virtual, de
interação nas redes sociais, o grupo também participa de algum tipo de
atividade ou encontro presencial. De que forma isso acontece?
Estamos espalhados pelo país inteiro e por fora,
como por exemplo na França e em Portugal; temos participantes nos 9 estados do
Nordeste, Santa Catarina, Roraima, São Paulo, Rio de Janeiro, Amazonas, Brasília, Goiás... Sobre
a nossa interação além do virtual, vez por outra nos encontramos, seja num
Festival de Poesia de Bancada, seja nos demais encontros de poesia que
acontecem pelo país afora. Outra oportunidade é quando estamos viajando de
férias pela região que há alguém do grupo e fazemos assim um encontro com aqueles
que moram mais próximos, expediente esse que ocorre muito no Nordeste. Os seus
membros, diante da prática frequente e o aprimoramento da escrita poética, sempre
são premiados em concursos diversos, espalhados pelo país à fora, além de
participarem de alguns certames como jurados, em decorrência da expertise que a
dinâmica oferece a cada um que lá esteja e se dedica. Além de diversas obras,
que estão sendo publicadas pelos nossas poetas, eles têm sido convidados a
participarem das principais academias de letras do território nacional.
Cleber, sabendo que muito já foi feito, mas, olhando para frente, quais
são os próximos passos e projetos planejados para o Grupo Desafios Poéticos? O
que a comunidade pode esperar?
Prestes a completar 6 anos de vida, ainda uma
criança, pedimos ao Poeta Maior, que nos conceda, vigor poético e inspiração,
para que possamos continuar criando e espalhando poesia aos quatro cantos do
mundo, para que fique de legado as próximas gerações! O Desafios Poéticos não
quer parar com as suas publicações diárias no Spotify e Youtube, bem como
ampliará a sua maneira de se comunicar com os ouvintes, leitores, apreciadores
dessa nobre arte, seja através de lives nas redes sociais, seja em publicações
impressas, dentre outros. Inclusive, em primeira mão, quero dizer que estamos
tentando desenvolver uma Rádio Web, para que toque a nossa poesia 24 horas por
dia e os 7 dias por semana. Aguardem!
Cléber, saiba que foi um grande prazer ter você aqui conosco partilhando
sua grande experiência como poeta e como um difusor da poesia. Desejamos a você
muito sucesso em seus novos projetos. Muito obrigado!
Poeta Márcio Fabiano, muito obrigado pela
oportunidade, conte comigo sempre que precisar, estarei sempre à disposição
para contribuir de alguma forma com a difusão e divulgação da nossa poesia,
parabéns por esse cuidado com a cultura. Quem quiser me encontrar, deixe uma
mensagem em quaisquer um dos canais do Desafios Poéticos, seja no Spotify,
Youtube, Instagram... O meu perfil pessoal é: poetachicofurtado e o meu WhatsApp:
(61) 98214-5692. Obrigado pela atenção de todos. Um forte e cordial abraço de Cleber
Duarte.