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| Crédito: Natália Olivera (PEXELS) |
O tempo passa...
A energia abandona o corpo.
Os sonhos tingem-se de cor de frustração,
Um gosto amargo vem à boca.
Os amigos, cada vez mais distantes,
Revisitados em fotografias de moldura antiga.
Tudo perde o caráter emergencial...
Recorda-se para poder sobreviver.
A vida torna-se um pesado fardo
E quem o compartilhava, já não é mais.
Um arrastar solitário por léguas,
A cabeça baixa afim de não mirar os olhos...
Agora se tem muito a perder,
Nada mais para conquistar.
Em silêncio, segue-se o trajeto,
Até que um dia: não mais.

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