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TEMA
É muito antiga, nos países de cultura católica, a difusão de diversas histórias (lendas urbanas) que buscam demonstrar as consequências atribuídas ao desrespeito pelas tradições religiosas. Há uma vasta variedade de maldições ou castigos divinos originados na cultura popular, advindos, muitas vezes, de Portugal que serviu como nossa matriz cultural religiosa. Todas essas narrativas giram em torno de locais e rituais sagrados, milagres e prodígios, buscando estabelecer regras morais e evidenciar a intervenção divina por meio de histórias que acontecem em ambientes envolvidos pelo sobrenatural, produzindo enredos os quais alimentam o medo e reforçando a importância do sagrado em nosso cotidiano. Foram desses elementos que surgiu esse cordel.
SINOPSE
Seis amigos preparam-se para um feriado de muita diversão. A caminhonete já está abastecida com muita bebida e carne para fazer aquele churrasco caprichado. Eles resolvem partir no Dia de finados, logo de manhã. Antes de saírem da cidade, passam em frente ao cemitério para zombar das pessoas que vão até lá para prestar homenagem aos seus mortos e depois partem às gargalhadas. Mas, de um trecho em diante, a viagem parece tomar um rumo inesperado. Eles acabam chegando a uma cidade muito estranha, silenciosa e tomada por uma atmosfera inquietante. Romarias misteriosas, habitantes perturbadores e outros sinais de que algo errado predomina naquele lugar. Os seis amigos tentam entender que segredos guardam aquela cidade e como se faz para sair dela. Prepare-se para uma história de suspense, medo e horror.
Era Dia de
Finados,
Seis amigos
combinaram
Se divertir
por aí...
Suas coisas
arrumaram,
Colocaram na
picape,
Às dez horas
viajaram.
Iriam em
três casais:
Samuel e
Guiomar;
Rosana com
Antenor;
Michele com
Valdemar.
Levavam
muita cerveja
E maconha
pra fumar.
Alguns
quilos de picanha,
Tudo a vácuo
embalado.
Mais outros
cortes de carne,
Tudo estava
preparado.
Deixaram sua
cidade,
Cada qual
mais animado.
Compraram os
mantimentos
No início da
semana
Para fazer a
farofa
Daquele
jeito bacana
Que quem
sabia fazer
Era somente
a Rosana.
Salada de
maionese
Também
outras iguarias
As quais
iriam ser feitas
Naqueles
próximos dias.
Um
verdadeiro banquete
Dispensando
as honrarias.

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