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| Crédito: Shabaz Zaman (PEXELS) |
Num futuro
perto ou longe
Quando os
anos se passarem
De mansinho
ou supetão
À minha
porta chegarem
Os mil giros
do relógio
Em meu corpo
se notarem .
Mesmo se a
mente falhar
Ao lembrar
alguma história
Vou me
esforçar pra puxar
Lá do baú da
memória
Certos
momentos de luz
Daqueles
dias de glória.
Não quero
ser nenhum fardo
A nenhuma
filha ou filho
Nem quero
que os olhos percam
Uma centelha
do brilho
Não desejo
ser estorvo
Para alguém
um empecilho.
Também não
desejo ser
Simplesmente
abandonado
Como um simples
objeto
Pronto pra
ser descartado
Espero acima
de tudo
Ser um pouco
respeitado.
Vou na
contramão do tempo
Voltarei a
ser criança
Tempo livre
pra curtir
Alma cheia
de esperança
Coisas novas
pra provar
Fazer
bastante lambança.
Com o olhar
bem curioso
Ver a tudo
que puder
Seguir as
minhas vontades
Comerei o
que quiser
Viverei de
peito aberto
Para o que
der e vier.
Reunido com
os netos
Haja tanta
brincadeira
Pra pular e
pra sorrir
O dia e a
tarde inteira
Vou falar
pra aproveitarem
Porque a
vida é passageira.
Visitar
velhos amigos
Pra chorar
ou pra sorrir
Quero fazer
tudo isso
Antes de ter
que partir
Acumular
alegria
Pra depois
distribuir.
Não quero
fama ou riqueza
Eu só peço
por saúde
Para não
ficar de cama
Pra poder
ter atitude
Corrigir os
meus defeitos
Alcançar uma
virtude
E quando
chegar a hora
Seja
esperada ou não
Que eu
consiga então partir
Sem tristeza
ou frustração
Que me
lembrem com carinho
Guardando no
coração.

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