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| Crédito: Mario Wallner |
Enquanto o peito teima em não falar
Calado a respirar absurdamente
Prática de processo penitente
Na doce tentação de asfixiar.
Engole sem jamais se reclamar
O flagelo deveras consistente
Uma dor que lhe chega transcendente
O invólucro carnal faz transpassar.
Doce fragrância que o sangue irradia
Dissipa-se ao sabor do vento norte
As notas da mais nítida agonia...
Adágio do silêncio mais que forte
Faz tal execução com maestria
Réquiem que acolhe a doce e terna morte.

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