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| Crédito: Krishnendu Biswas (PEXELS) |
Um pedaço de mim morre a cada dia...
Após as quedas nas lutas do cotidiano
Sinto parte do meu ser a esvair-se,
Meus ossos resultando em poeira
Pouco a pouco, volto ao barro primordial...
Desconstruo a própria criação
Inexisto em contagem regressiva
Envolto na expectativa pelo ontem.
A cultura de um saudosismo que espera
A reparação dos erros na vida adulta
O regresso da oportunidade na juventude
A volta da alegria na infância
Sempre a realização do que não foi
E nada mais há para ser...
Só resta o não ato, o desfazer,
A desintegração de todo o ser
No cumprimento da suprema profecia
Enfim o retorno ao pó absoluto.

👏👏👏👏👏👏
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